
COLUNA DE LUIZ ALBERTO IBARRA
Nair Veiga de Borba
O Rio Grande do Sul é um Estado agropecuário, nasceu assim pelas doações das Sesmarias com a finalidade de povoar as terras desabitadas e sujeitas à cobiça dos estrangeiros. E surgiram as estâncias, que deriva do termo "estônça", significando paradouro ou acampamento no desloca - mento de tropas.
Segundo o Pe. Luiz Gonzaga Jaeger S. J. a primeira estância Sul - rio - grandense - missioneira, foi fundada pelo jesuíta boliviano Cristóvão de Mendonza, em 1684. O gado Sul - rio - grandense descende do vicentino, mesclado com o originado da introdução hermanandariana no Uruguai e este, por sua vez, cruzado com o paraguaio - vicentino.
A agricultura primitiva era praticada pelos guaranis que cultivavam a erva - mate, o algodão, o fumo, feijão, batata e o milho. Desenvolveu-se com a chegada dos imigrantes.
Os açorianos truxeram o trigo. Os imegrantes alemães dirigiram-se para a feitoria do Linho e Cânhamo, onde se localiza São Leopoldo. Os italia - nos trouxeram a uva e o vinho. Muitas outras etnias colaboraram com novas culturas. E mais recentemente, afloraram o arroz e a soja, ou o soja.
O Estado do Rio Grande do Sul caracteriza-se por duas regiões distintas: A metade norte e a metade Sul. O norte com relevo mais acidentado, também denominado zona de produção, destaca-se pela produção do trigo e da soja. A metade Sul, com seus campos finos, beneficia a pecuária e por suas planíces propicia a cultura do arroz. Mais recentemente desenvolve-se a fruticultura pelas ótimas condições de clima e solo. Também o florestamento é atividade crescente para a indústria de celulose. Já o milho prolifera em todas as regiões.
Informação recente anuncia a criação pelo Governo do Estado, de um Instituto de Defesa Agropecuário, Vegetal e Florestal. O Governador garantiu, também, o envio do projeto do Fundoleite para a Assembléia Legislativa.
Por outro lado, recebeu aprovação unânime da comissão de Constituição e Justiça da assembléia, o projeto que cria o código de uso, manejo e con - servação do solo agrícola.
São importantes decisões dos parlamentares gaúchos que beneficiam a agropecuária rio - grandense.
Acrescente-se ainda que a FEPAGRO elaborou uma publicação denominada "Zoneamento Agroclimático do Rio Grande do Sul "que especifica o solos, climas e épocas apropriadas e toleradas para todas as culturas do Estado. Mas isso já será assunto para outro comentário.
Luiz Alberto Ibarra.
Eng. Agrônomo e Jornalista |