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Os Santos Reis

Que não eram Santos e nem Reis.
                     
Embora existam vários quadros e, mesmo, alguns murais que se encontram em bom estado de conservação, como tive a oportunidade de ver, nas Catacumbas de Roma, pouco ou quase nada se sabe de concreto, historicamente, sobre os Magos que foram adorar Jesus.
 
Nem mesmo nos evangelhos de São João, São Lucas e São Marcos, encontram-se citações nominais dos Reis Magos. Somente o discípulo Mateus é que nos fornece alguns informes no capítulo II de seu evangelho.
 
Em interessante trabalho sobre o assunto, intitulado Obscura Origem dos reis Magos, Tom Henshaw nos diz: Os Magos eram sacerdotes de uma religião oriental monoteísta, fundada mil anos antes por Zoroastro no planalto iraniano, muito a leste de Belém. Os Magos eram particularmente versados sobre astrologia; daí o símbolo da estrela. Eram reis, idéia pela primeira vez sugerida pelo filósofo cristão Tertuliano, no século II. Esta idéia ganhou tal aceitação, que os artistas da Renascença sempre os representaram em vestes reais, coroados e cercados por dezenas de servidores.

A própria palavra Magos era habitualmente aplicada a grandes filósofos e sábios.
 
Nesse sentido, Baltazar, que significa rei da aurora, Melchior, rei da plena luz, e Gaspar, rei do diadema, o eram, pois reconheceram o Menino Jesus, o filho de Deus, o salvador da humanidade. Até mesmo, não se sabe ao certo qual era o numero de Magos que acompanhava a caravana.
 
É verdade que o mistério dos reis Magos continua desafiando os mais argutos pesquisadores. Não é menos verdade que pelo pampa rio-grandense, durante o Ciclo Natalino (iniciado a 25 de Dezembro, e que se conclui a 06 de Janeiro), vamos ainda encontrar, à frente dos Ternos, um trio de crianças, estando uma delas carregando uma varinha. Na extremidade desta, uma Estrela-Guia, aquela que guiou os Reis Magos e Pastores ao estábulo, onde nasceu o menino Jesus. E mais, a presença de Gaspar, Baltazar (um negrinho) e Melchior, com suas coroas, capas coloridas, etc, roupagens simbolizando os Magos, quando ofertaram a Jesus, em decorados e pequenos cofres individuais, mirra, ouro e incenso.
 
Muitas vezes, este conjunto de figuras é feito por adultos, devidamente
caracterizados, e freqüentemente representados pelos próprios tocadores e cantadores de Ternos.
 
A história nos conta:
 
Melchior era Rei da Núbia e da Arábia, Era um homem de sessenta anos, de longas barbas. Asiático, sua oferenda foi em ouro, simbolizando Cristo-Rei.
 
Baltazar era da Etiópia, e representado como um negro, também barbudo, mas de quarenta anos. Este ofertou incenso, resina fragrante, simbolizando o Cristo-Deus.
 
Gaspar era Rei de Tarso, jovem, alto e imberbe de vinte anos. Caucasiano, sua oferta foi mirra, outra resina aromática, que profetizava a morte de Cristo na cruz.
 
Segue na próxima semana.

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