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Terno de Reis e os Festejos do Ciclo Natalino.
        
Grande foi o sucesso alcançado pelo II Festival de ternos de Reis, acontecido em Gravataí em janeiro de 1981. Esteve presente uma centena de Ternos, representando diversas cidades do rio Grande. As cantorias reproduziam as diferentes “estações” do Ciclo Natalino, de acordo com a religião católica. Assim também, fatos constantes da Bíblia, desenvolveram-se, representativamente, através do grupo teatral “Rincão da Corcunda”. Para um público de mais de duas mil pessoas aplaudindo o surgimento, “ao vivo”, de José e Maria, do nenê na manjedoura, simbolizando o Deus Menino, a chegada dos pastores com as ovelhinhas, a vaquinha, o burrico, além da presença dos Reis Magos com mirra, ouro e incenso para o Salvador.
 
Todos esses momentos se seguiram, ordenadamente, com os cantos e estrofes dos “Rejes”. Esta iniciativa coube ao Instituto Gaúcho de tradição e Folclore, quando então era Diretor Técnico deste órgão. Porque as entidades destinadas ao culto da tradição não se empenham promoções desta natureza para festejar o nosso Natal Gaúcho?
 
A pergunta fica no ar!
 
O que temos visto é quase uma total ausência de atuação dos dirigentes do Movimento Tradicionalista, no sentido da preservação dest nossa mais pura tradição natalina de origem lusitana.

Em “compensação” churrasqueadas, fandangos e bebericagem, com “direito a pinheirinho salpicado de neve” e tudo mais que foge do nosso espírito cristão, abundam pelos programas profanos dos CTGs, neste ciclo de religiosidade referente a natividade do Menino Jesus.

Pobre da nossa tradição!
 
Em tempo: e os professores de nossas escolas, os maestros das orquestras de câmara e sinfônica rio-grandenses, e os regentes dos cantos corais, onde estão?
 
Música, letra poética e vozes nativas do folclore religioso gaucho, continuam vivas, a espera de uma maior valorização da cultura espontânea de nosso homem do campo...

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